Felicidade: um estado de presença

Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso. Essa é a conclusão a que vêm chegando repetidamente os pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA). Leia mais sobre a pesquisa aqui.

Diversos estudos nas áreas de psicologia e neurociência comprovam que ser positivo estimula o cérebro, o torna mais criativo, energizado e produtivo.

Mas no âmbito pessoal, de que forma podemos lançar um novo olhar sobre a felicidade? Por onde começar a buscar essa meta tão preciosa para o nosso recém iniciado 2020? 

Para nos oferecer um ponto de vista a respeito do autoconhecimento, convidamos a professora de Yoga Alexandra Parise. Ela nos chama a uma importante reflexão sobre a conexão que podemos estar deixando perdida pelo caminho de nossa vida e aborda a capacidade de todo ser humano de ser feliz.                                                                

Felicidade – Um estado de presença

Por Alexandra Parise

Todo o ser humano é livre de qualquer limitação e feliz na sua essência, sendo a felicidade um estado de presença, segundo os Vedas - escrituras sagradas do hinduísmo e as mais antigas da história. Mas qual o caminho para perceber este estado?

A natureza do ser humano é de plenitude. Porém, quando olha para si mesmo, tem uma experiência de limitação, de carência, de ser pequeno. Esta experiência de ser pequeno acompanha a vida das pessoas sempre, de um modo ou de outro, às vezes mais outras menos, dependendo da cultura e do grupo de pessoas em que ela está inserida. Há um sentimento comum ao ser humano: a sensação de que o mundo é grande, mas me ataca. De alguma maneira você se vê frágil e muitas vezes faz uma pose de enfrentar o mundo inteiro, mas neste coração que enfrenta um mundo inteiro, aí dentro tem um coração que é frágil.

O autoconhecimento é uma maneira de você entender que é necessário que haja uma clareza desse ser que é você. Olhar para as suas emoções e encontrar seus padrões de dificuldade, por exemplo. Você precisa enxergar o que está abaixo da ponta do iceberg. Na maioria das vezes não conseguimos fazer isto sem a orientação de um profissional, pois sabemos que a maior parte do iceberg fica submersa. Olhar para si próprio sem fazer julgamentos não é tarefa fácil. A meditação, o Yoga, a terapia convencional ou holística, são apenas alguns exemplos das áreas disponíveis que poderão te dar um norte.

Faça um exercício agora. Feche os olhos e imagine que tudo que você é, é como uma grande orquestra e que cada parte sua é um instrumento, onde é necessário ensaiar separadamente dos demais e arranjá-los de forma a acertar o tempo e a harmonia. Somente assim você vai conseguir gerenciar, como um grande maestro, a música dentro de si mesmo.

Com tempo, paciência e disciplina, você se tornará uma pessoa capacitada para questionar as coisas mais importantes da sua própria vida. Busque entender quem é você, seu corpo, sua mente, sua história, seu consciente e seu inconsciente. Com uma mente mais objetiva, você acaba lidando melhor consigo mesmo.


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